Coronel do exército afirma 'Muita gente está pedindo intervenção militar'

Por: Matheus Feitosa Escritor da News365
Intervenção militar é a solução?
Notícias 01 Outubro 2017 17h 35min

Porta-voz do Clube Militar, Coronel Ivan Cosme avalia os pedidos por uma intervenção.

Intervenção militar é a solução?
Intervenção militar é a solução?

Coronel do exército afirma 'Muita gente está pedindo intervenção militar'

Porta-voz do Clube Militar, Coronel Ivan Cosme avalia os pedidos por uma intervenção.

Notícias 01 Outubro 2017 17h 35min

Alguns brasileiros já perderam suas esperanças na classe política atual do país. A corrupção, crise financeira, crise política e outros problemas sociais fazer com que, vários setores da sociedade se questionem se esse é o momento de uma intervenção militar no Brasil.

O último momento em que o governo dos militares foi discutido por autoridades foi quando o ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Og Fernandes questionou se os brasileiros queriam uma intervenção militar. 37 mil pessoas votaram e 49% escolheu a opção sim, ante 51% do não. Coronel Ivan Cosme, porta-voz do Clube Militar avalia que o clamor popular por uma intervenção é fruto da desesperança da sociedade com a política.

"A questão da intervenção militar, que muita gente está pedindo, talvez seja até em função de uma desesperança que está se abatendo sobre o povo em função do que a gente vê nos nossos meios políticos", disse.

Ivan afirma que a intervenção, em sua opinião, não é o melhor caminho: "Não é que a intervenção não vai resolver. Até porque muitas pessoas estão se esquecendo que no mundo atual, globalizado, a intervenção leva ao isolamento da comunidade internacional".

O Clube dos militares é uma associação sem vínculos com o exo exército mas que reúne membros do órgão, além da Marinha e Aeronáutica. Com sede no Rio de Janeiro, o Clube comemora anualmente o aniversário da intervenção que aconteceu na década de 1960. O cenário do Brasil, mesmo com a crise política do momento, é diferente do que estava acontecendo no país em 1964, diz a professora Sônia Fleury da Fundação Getúlio Vargas.

"Ainda não temos esse cenário pela frente. Não há uma deterioração tão grande do país, da economia, e das próprias relações entre as forças sociais para justificar um golpe." Ainda segundo ela, não há uma tensão tão grande entre a esquerda e a direita como na época do acontecimento. Não há também guerra fria ou fatores internacionais que contribuam para uma intervenção. "A elite está confortavelmente instalada no Governo, Congresso, Legislativo e Judiciário", afirmou.

O general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, que defendeu a intervenção pretende presidir o Clube Militar, ele fez a afirmação em entrevista ao jornal Estado de São Paulo.

Recentemente, em entrevista ao apresentador José Luis Datena, o General Augusto Heleno falou que não defende uma intervenção, segundo ele a "solução está nas urnas".

Alguns brasileiros já perderam suas esperanças na classe política atual do país. A corrupção, crise financeira, crise política e outros problemas sociais fazer com que, vários setores da sociedade se questionem se esse é o momento de uma intervenção militar no Brasil.

O último momento em que o governo dos militares foi discutido por autoridades foi quando o ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Og Fernandes questionou se os brasileiros queriam uma intervenção militar. 37 mil pessoas votaram e 49% escolheu a opção sim, ante 51% do não. Coronel Ivan Cosme, porta-voz do Clube Militar avalia que o clamor popular por uma intervenção é fruto da desesperança da sociedade com a política.

"A questão da intervenção militar, que muita gente está pedindo, talvez seja até em função de uma desesperança que está se abatendo sobre o povo em função do que a gente vê nos nossos meios políticos", disse.

Ivan afirma que a intervenção, em sua opinião, não é o melhor caminho: "Não é que a intervenção não vai resolver. Até porque muitas pessoas estão se esquecendo que no mundo atual, globalizado, a intervenção leva ao isolamento da comunidade internacional".

O Clube dos militares é uma associação sem vínculos com o exército mas que reúne membros do órgão, além da Marinha e Aeronáutica. Com sede no Rio de Janeiro, o Clube comemora anualmente o aniversário da intervenção que aconteceu na década de 1960. O cenário do Brasil, mesmo com a crise política do momento, é diferente do que estava acontecendo no país em 1964, diz a professora Sônia Fleury da Fundação Getúlio Vargas.


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