Exército na Rocinha não é mais necessário após saída de Rogério 157, diz ministro

Por: Matheus Feitosa Escritor da News365
O ministro de Temer falou sobre a segurança.
Polícia 29 Setembro 2017 20h 14min

Raul Jungmann, ministro da defesa falou sobre a saída das Forças Armadas da Rocinha.

O ministro de Temer falou sobre a segurança.
O ministro de Temer falou sobre a segurança.

Exército na Rocinha não é mais necessário após saída de Rogério 157, diz ministro

Raul Jungmann, ministro da defesa falou sobre a saída das Forças Armadas da Rocinha.

Polícia 29 Setembro 2017 20h 14min

O ministro da defesa do Brasil, Raul Jungmann falou sobre a saída das Forças Armadas da Rocinha. Ele falou tudo em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (29), algumas horas após o exército ter deixado a comunidade. Jungmann disse que não há mais qualquer guerra na comunidade e o principal criminoso procurado pela polícia deixou a região.

"As aulas estão acontecendo e as pessoas estão circulando. O bandido chefe do bando que gerou toda esse conflito já não se encontrava na Rocinha. Não estando na Rocinha, não fazia mais sentido ter aquele efetivo todo parado. Se o crime se desloca e muda, nós temos que mudar", afirmou o ministro se referindo à saída de Rogério 157 da localidade. 

Raul Jungmann afirmou que os dois meses de operação integrada com as Forças Armadas tem um balanço positivo. Porém, de acordo com ele, o que foi construído ao longo de décadas "não vai ser destruído em semanas". De acordo com ele, o Rio de Janeiro conta com uma disputa territorial por diferentes facções do crime organizado, algo que não acontece em outros estados da ua união federativa.

"Quem controla o território tem poder político. Quem tem poder político indica cargos. O crime que controla 850 mil a 1 milhão de cariocas; em 850 comunidades, penetra no estado", comentou o ministro durante a coletiva.

Jungmann afirmou ainda que as conversas de presos perigosos como o ex-traficante Nem precisam ser monitoradas para evitar que ordens saiam dos presídios, como a que foi vista nas últimas semanas.

O ministro ainda afirmou que pedirá ajuda da OAB nesta medida: "Todo e qualquer contato de familiares e advogados com esses presos tem que ser gravado, e estar à disposição da justiça para qualquer necessidade de averiguação ou investigação",disse. A inteligência afirma que a ordem para invadir a Rocinha veio de Nem, nome vulgo de Antonio Bonfim dos Santos, que está preso no Presídio Federal de Rondônia desde 2011.

"Se o comando do crime organizado, como o Nem, que está lá em Rondônia, transmite uma ordem para o Rio de Janeiro, que leva uma guerra para a Rocinha, isso não pode continuar, isso não deve continuar", afirmou o ministro, sendo enfático. Após a saída dos militares, o Batalhão de Operações Especiais chegaram à comunidade. As ações tem sido constantes na Rocinha desde que a disputa pelo tráfico começou.

O ministro da defesa do Brasil, Raul Jungmann falou sobre a saída das Forças Armadas da Rocinha. Ele falou tudo em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (29), algumas horas após o exército ter deixado a comunidade. Jungmann disse que não há mais qualquer guerra na comunidade e o principal criminoso procurado pela polícia deixou a região.

"As aulas estão acontecendo e as pessoas estão circulando. O bandido chefe do bando que gerou toda esse conflito já não se encontrava na Rocinha. Não estando na Rocinha, não fazia mais sentido ter aquele efetivo todo parado. Se o crime se desloca e muda, nós temos que mudar", afirmou o ministro se referindo à saída de Rogério 157 da localidade. 

Raul Jungmann afirmou que os dois meses de operação integrada com as Forças Armadas tem um balanço positivo. Porém, de acordo com ele, o que foi construído ao longo de décadas "não vai ser destruído em semanas". De acordo com ele, o Rio de Janeiro conta com uma disputa territorial por diferentes facções do crime organizado, algo que não acontece em outros estados da união federativa.

"Quem controla o território tem poder político. Quem tem poder político indica cargos. O crime que controla 850 mil a 1 milhão de cariocas; em 850 comunidades, penetra no estado", comentou o ministro durante a coletiva.


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