Saiba como ocorreria uma Intervenção Militar no Brasil

Por: Matheus Feitosa Escritor da News365
Manifestações pediram volta do regime militar
Curiosidades 24 Setembro 2017 15h 55min

Saiba detalhes de como uma intervenção do exército aconteceria no país.

Manifestações pediram volta do regime militar
Manifestações pediram volta do regime militar

Saiba como ocorreria uma Intervenção Militar no Brasil

Saiba detalhes de como uma intervenção do exército aconteceria no país.

Curiosidades 24 Setembro 2017 15h 55min

Após o General Mourão (afastado do Comando Militar do Sul em 2015 pelas declarações) falar em apoio à intervenção militar no Brasil, várias dúvidas sobre o assunto surgiram: como aconteceria uma suposta intervenção dos militares no país?

Mourão deu uma entrevista em 15 de setembro falando sobre uma resolução dos problemas do país com uma entrada dos militares no poder. Segundo ele, se os três poderes não conseguirem resolver o que o Brasil está passando, as forças armadas terão que intervir. De acordo com o próprio, isso traria alguns problemas e não seria fácil. O general não falou quais problemas seriam causados.

Seria necessária uma junção num acordo total entre os comandantes para evitar o surgimento de facções contra e a favor da intervenção. Caso um acordo não acontecesse, uma verdadeira guerra civil seria instaurada no país, já que o governo civil não quer abandonar o poder.

Para que uma guerra civil não aconteça, é necessário que a decisão de tomar o poder venha do militar mais poderoso da hierarquia e não de comandantes que recebem ordens. Em 1964, quando João Goulart era presidente, a imprensa teve papel importante no início da intervenção e parte da sociedade concordava com aquilo. Hoje é possível notar que existe um número expressivo de pessoas, o que seria um estopim para iniciar um problema como uma guerra civil.

Mesmo em 1964, o exército não estava completamente alinhado para a intervenção. Houveram negociações longas para que a força de quem concordava e quem discordava não fosse usada. Portanto, em 1964 haviam setores da sociedade apoiando o golpe militar abertamente e mesmo assim o exército não estava completamente alinhado, em 2017 seria ainda mais complicado, porque grande parte da sociedade prefere que o atual regime se mantenha. 

As chances de uma intervenç&atão provocar choques entre o próprio exército e a sociedade é muito grande e não pode ser ignorada.

Caso o exército se juntasse num acordo e conseguisse iniciar a intervenção, no primeiro momento, as principais capitais e cidades do país seriam ocupadas e Brasília, capital do país, teria tanques de guerra em posições de combate.

Centros das cidades, aeroportos, rodoviárias, prefeituras, fóruns e universidades também seriam ocupados pelos militares. Se todos os setores do exército estiverem em acordo, isso ocorrerá sem problemas, caso contrário, os primeiros confrontos começarão já neste momento. 

Deverá então iniciar uma negociação para a saída do presidente do cargo. Se algum setor do exército ainda receber ordem do governo, o presidente mandará a intervenção ser atacada para não ser retirado do poder, caso contrário, ele pode ser deposto à força e preso ou fugir para um estado onde o governador ainda tenha 100% de controle sobre as forças armadas.

Senadores, deputados, juristas, advogados e professores contrários à intervenção seriam presos. Para isso, uma lei marcial seria instaurada, revogando vários direitos civis. O habeas corpus não existiria durante o momento de lei marcial e uma pessoa seria mantida presa mesmo sem acusação formal.

Reuniões seriam proibidas, assim como manifestações e qualquer tipo de aglomeração, temendo uma revolta popular. Alguns tipos de censura também seriam implantados. O Facebook poderia ser tirado do ar e as demais redes sociais.

Após o General Mourão (afastado do Comando Militar do Sul em 2015 pelas declarações) falar em apoio à intervenção militar no Brasil, várias dúvidas sobre o assunto surgiram: como aconteceria uma suposta intervenção dos militares no país?

Mourão deu uma entrevista em 15 de setembro falando sobre uma resolução dos problemas do país com uma entrada dos militares no poder. Segundo ele, se os três poderes não conseguirem resolver o que o Brasil está passando, as forças armadas terão que intervir. De acordo com o próprio, isso traria alguns problemas e não seria fácil. O general não falou quais problemas seriam causados.

Seria necessária uma junção num acordo total entre os comandantes para evitar o surgimento de facções contra e a favor da intervenção. Caso um acordo não acontecesse, uma verdadeira guerra civil seria instaurada no país, já que o governo civil não quer abandonar o poder.

Para que uma guerra civil não aconteça, é necessário que a decisão de tomar o poder venha do militar mais poderoso da hierarquia e não de comandantes que recebem ordens. Em 1964, quando João Goulart era presidente, a imprensa teve papel importante no início da intervenção e parte da sociedade concordava com aquilo. Hoje é possível notar que existe um número expressivo de pessoas, o que seria um estopim para iniciar um problema como uma guerra civil.

Mesmo em 1964, o exército não estava completamente alinhado para a intervenção. Houveram negociações longas para que a força de quem concordava e quem discordava não fosse usada. Portanto, em 1964 haviam setores da sociedade apoiando o golpe militar abertamente e mesmo assim o exército não estava completamente alinhado, em 2017 seria ainda mais complicado, porque grande parte da sociedade prefere que o atual regime se mantenha. 

As chances de uma intervenção provocar choques entre o próprio exército e a sociedade é muito grande e não pode ser ignorada.

Caso o exército se juntasse num acordo e conseguisse iniciar a intervenção, no primeiro momento, as principais capitais e cidades do país seriam ocupadas e Brasília, capital do país, teria tanques de guerra em posições de combate.


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