Lava Jato já fez empresas negociarem seus bens em mais de R$ 100 bilhões

Por: Bruno Tomé Escritor da News365
Grupos ainda querem movimentar R$ 75 billhões em 2017
Política 13Outubro2017 19 h 17min

Donos investigados pela operação da Polícia Federal começaram a vender ativos para conseguirem manter os negócios

Grupos ainda querem movimentar R$ 75 billhões em 2017
Grupos ainda querem movimentar R$ 75 billhões em 2017

Lava Jato já fez empresas negociarem seus bens em mais de R$ 100 bilhões

Donos investigados pela operação da Polícia Federal começaram a vender ativos para conseguirem manter os negócios

Política 13Outubro2017 19 h 17min

A operação Lava Jato, considerada a maior investigação do país no que diz a corrupção política, também entra na lista dos grandes fatores decisivos para ações de empresas nos últimos três anos. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e Capitais (Anbima), os grupos investigados pela Polícia Federal venderam 48 bens ativos desde 2015, quando os trabalhos investigastivos começaram. Em valores, as transações passam de R$ 103 bilhões. 

Os principais grupos que tentam vender os ativos são os mesmos que são destaques em notícias de corrupção, como a Petrobras, J&F, Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS e BTG Pactual. Ainda conforme o G1, os mesmos conglomerados tentam ainda negociar R$ 75 bilhões em bens ativos em 2017, que seriam ações do mercado financeiro, imóveis e até empresas que fazem parte dos grupos. 

A venda dos ativos é uma tática para os grupos sobreviverem. Com as investigações, o nome de todas empresas ficaram manchados, gerando uma crise de credibilidade. Além disso, os mesmos negócios estão com altas dívidas, ou por causa de projetos, ou ainda por causa da multa bilionária feita no acordo de leniência. 

Outro fator decisivo é que a partir do momento que começam a ser invenvestigadas, as empresas começam a ter dificuldade para conseguir crédito junto a investidores e bancos. Esses dois agentes geralmente são os principais financiadores para a solidez de um grande negócio. 

O grupo que lidera a venda de ativos nesse momento é a Petrobras, que já negociou R$ 42,5 bilhões. Até 2018, a estatal espera conseguir mais R$ 65 bilhões. Em 2014, quando foi denunciado o esquema de corrupção, a empresa calculou uma perda de R$ 6 bilhões. Junto disso, o endividamento da empresa aumentou de R$ 100 bilhões em 2012 para R$ 400 bilhões em 2015. 

Entre as empresas afetadas pela corrupção está uma das mais populares do país, a Alpargatas, dona das marcas Havaianas e Osklen. Em dois anos, a empresa já contou com três donos diferentes. Em 2015, a Camargo Corrêa vendeu a empresa para J&F, que é da família Batista, por R$ 2,66 bilhões. No ano seguinte, quando a investigação chegou aos irmãos Joesley e Wesley, a Alpargatas teve que novamente ser repassada para os grupos Itaúsa, Cambuhy Investimentos e Brasil Warrant por R$ 3,5 bilhões. 

Entre os principais compradores dos ativos dos grupos brasileiros está a canadense Brookfield que comprou a Nova Transportadora do Sudoeste (rede de gasedutos), que era da Petrobras, por R$ 16,7 bilhões. Essa foi a maior negociação registrada até o momento. 

Como as investigações da Lava Jato não devem acabar tão cedo, o mercado brasileiro deve continuar sofrendo grandes alterações nos próximos meses. 

A operação Lava Jato, considerada a maior investigação do país no que diz a corrupção política, também entra na lista dos grandes fatores decisivos para ações de empresas nos últimos três anos. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e Capitais (Anbima), os grupos investigados pela Polícia Federal venderam 48 bens ativos desde 2015, quando os trabalhos investigastivos começaram. Em valores, as transações passam de R$ 103 bilhões. 

Os principais grupos que tentam vender os ativos são os mesmos que são destaques em notícias de corrupção, como a Petrobras, J&F, Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS e BTG Pactual. Ainda conforme o G1, os mesmos conglomerados tentam ainda negociar R$ 75 bilhões em bens ativos em 2017, que seriam ações do mercado financeiro, imóveis e até empresas que fazem parte dos grupos. 

A venda dos ativos é uma tática para os grupos sobreviverem. Com as investigações, o nome de todas empresas ficaram manchados, gerando uma crise de credibilidade. Além disso, os mesmos negócios estão com altas dívidas, ou por causa de projetos, ou ainda por causa da multa bilionária feita no acordo de leniência. 

Outro fator decisivo é que a partir do momento que começam a ser investigadas, as empresas começam a ter dificuldade para conseguir crédito junto a investidores e bancos. Esses dois agentes geralmente são os principais financiadores para a solidez de um grande negócio. 

O grupo que lidera a venda de ativos nesse momento é a Petrobras, que já negociou R$ 42,5 bilhões. Até 2018, a estatal espera conseguir mais R$ 65 bilhões. Em 2014, quando foi denunciado o esquema de corrupção, a empresa calculou uma perda de R$ 6 bilhões. Junto disso, o endividamento da empresa aumentou de R$ 100 bilhões em 2012 para R$ 400 bilhões em 2015. 


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